Espaço de apoio à promoção da leitura e da escrita criativa nas Escolas do 1º Ciclo e Jardins de Infância.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
O Lobo e o Cordeiro
O Lobo e o Cordeiro
Andava um lobo a montante,
Quando deu c’o olhar bravio
Sobre um cordeiro a jusante,
Sobre as águas debruçado.
E com o maior desplante,
Quis sentir justificado
O ataque que forjou
Para se ver saciado.
Pelo anho então chamou,
Abonando à violência:
“Irado deveras estou
Com a tua impertinência!
Suja, aqui, a água aflora
Pela tua negligência!”
Ao que o cordeiro, em má hora,
Inda inocente contesta:
“Está a minha culpa fora,
Como este lugar atesta:
Vem daí a correnteza.
Logo, quem a água empesta
Estará com toda a certeza
Para os lados da nascente.”
“Qual é a tua defesa,
Já que disso estou ciente,
Das calúnias que apregoas
Há um ano, a toda gente,
Sobre mim e outras pessoas?”
“Tal coisa não fiz, senhor.
Minhas escusas são boas:
Podeis ficar sabedor
Que só nasci há seis meses.”
“Se delas não foste autor,
Foi qualquer outra das reses
Do rebanho onde hás nascido.”
Sem argumentar mais vezes,
Estando na razão vencido,
Abocanhou o cordeiro,
Que se viu, assim, perdido.
É triste, mas verdadeiro
Concluirmos sem engano
Que qualquer mote traiçoeiro
Serve de lema ao tirano.
A mesma fábula, vista pelos olhos dos meninos do Jardim de Infância de Pinheiro de Lafões:
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
A propósito da Fábula "A Lebre e a Tartaruga"
A tartaruga sem a lebre...
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Literatura Oral e Tradicional
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
FELIZ NATAL!
Um anjo imaginado,
Um anjo diabético, atual,
Ergueu a mão e disse: — É noite de Natal,
Paz à imaginação!
E todo o ritual
Que antecede o milagre habitual
Perdeu a exaltação.
Em vez de excelsos hinos de confiança
No mistério divino,
E de mirra, e de incenso e ouro
Derramados
No presépio vazio,
Duas perguntas brancas, regeladas
Como a neve que cai,
E breve como o vento
Que entra por uma fresta, quizilento,
Redemoinha e sai:
Um anjo diabético, atual,
Ergueu a mão e disse: — É noite de Natal,
Paz à imaginação!
E todo o ritual
Que antecede o milagre habitual
Perdeu a exaltação.
Em vez de excelsos hinos de confiança
No mistério divino,
E de mirra, e de incenso e ouro
Derramados
No presépio vazio,
Duas perguntas brancas, regeladas
Como a neve que cai,
E breve como o vento
Que entra por uma fresta, quizilento,
Redemoinha e sai:
A volta da lareira
Quantas almas se aquecem
Fraternalmente?
Quantas desejam que o Menino venha
Ouvir humanamente
O lancinante crepitar da lenha?
Miguel Torga
Quantas almas se aquecem
Fraternalmente?
Quantas desejam que o Menino venha
Ouvir humanamente
O lancinante crepitar da lenha?
Miguel Torga
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
"A ovelha que fazia múuu!"
Como faz o gato? Miau, miau...
Como faz o cão? Au, au, au!
Como faz o cavalo? Iihhh!
Como faz o burro? Ih, óh! Ih, óh!
Como faz a ovelha?
Isabel Fernandes Pinto, a autora de "A ovelha que fazia múu", deu asas à sua imaginação e criou esta simpática ovelha, originária da aldeia de Campo Benfeito, Serra de Montemuro, no nosso distrito.
As crianças que frequentam os Jardins Infantis de S.Vicente, Vilarinho, Olheirão, Vila Chã, Souto Maior, Arcozelo das Maias e Ribeiradio tiveram o privilégio de ouvir a história contada pela própria autora, que se define como atriz, contadora de histórias e criadora.
Esta simpática ovelha nunca precisou de fazer "méee" para prender a atenção dos pequenos ouvintes, o que prova que "ser diferente não é um problema. É apenas ser o que se é."
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
"O mistério da minha vizinha"
Inserida no Plano de Atividades da Biblioteca Escolar, no passado dia 27 de novembro, ocorreu a primeira atividade de leitura expressiva/dramatizada dinamizada pela equipa. A escolha recaiu sobre o livro “O mistério da minha vizinha”, de Sylvie Rainaud e foi o pretexto para uma visita às Bibliotecas das Escolas e Jardins Infantis de Pereiras e Vila Chã.
(ilustração do Rafael, 2º ano, Pereiras)
Histórias
na Biblioteca de Pereiras
No dia 27 de novembro, pela manhã,
realizou-se uma atividade muito interessante na nossa biblioteca.
Duas professoras da biblioteca da sede
do agrupamento vieram à nossa escola contar-nos uma história: “O mistério da
minha vizinha”.
Uma das professoras disfarçou-se de
velhinha e surpreendeu-nos batendo à porta da nossa biblioteca. Ela
perguntou-nos se queríamos comprar ovos e nós ficamos a olhar para ela sem
saber bem o que pensar.
Entrou
e disse que ia contar-nos uma história. Ela tinha uma voz de velhinha muito
engraçada.
A
história era sobre um menino chamado Martim que tinha medo da sua vizinha
porque pensava que ela era uma bruxa. No final, ele descobriu que afinal a
vizinha era uma ótima cozinheira e tornaram-se muito amigos.
Com
esta história aprendemos que nem tudo o que parece, é. A senhora professora
provou-nos isso ao desmanchar o seu disfarce de velhinha, do qual saiu uma bela
e jovem rapariga.
Aprendemos
ainda que não devemos ter medo dos nossos “medos” e que ser corajoso não
significa não ter medo.
Gostamos
muito da atividade e queríamos que se repetisse.
(texto coletivo dos alunos do 1.º ciclo de Pereiras)
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